De vez em quando vem me a mente um sentimento de abandono em relação ao blog e não há nada a fazer... o inverno passou-se sem passeios na neve :( e como o Paulo contou tão bem... passou os últimos dias de folga na cama (sozinho... claro)
Fui ver o rio onde a primavera està a dar alguns sinais apesar das manhãs frias.
Mas o abandono não se deve ao tempo mas sim a um projecto que comecei e que està quase na sua fase final.
Um livro de fotografia, primeiro de uma serie de quatro. Este volume será sobre o Inverno aqui, no Pays-d'Enhaut. Os textos são da autoria de um poeta divertido que também é director musical do nosso coro. E fantástico o que a tecnologia nos permite fazer hoje em dia... primeiro, este livro totalmente auto-editado e depois a possibilidade de trabalhar com outra pessoa, trocando mails e visualizando o trabalho através de uma galeria online. Tem sido divertido descobrir os textos e perceber também que estávamos sintonizados em relação a elaboração do livro.
Tudo está a correr bem.
A leitura tem me mantido afastada do computador o resto do tempo.
Entrei de alma e coração nas 1200 páginas do 1° volume de um romance de Robin Hobb, The Farseer, cujos 14 livros foram agrupados em 4 volumes, cada um com muuuuiitas páginas. Além da historia ser de tipo medieval fantástico e muito interessante, a escrita é uma delicia; literatura de alto nível que recomendo a 100%, pelo menos esta versão francesa que é muito bem traduzida. Há muito tempo que não lia uma tradução tão bem escrita; sente-se o prazer que o tradutor teve no seu trabalho!
E porque estava a viver tão intensamente uma historia imaginária, fiz um pequeno break de 7000 quilómetros para acompanhar a minha heroína suíça preferida e bem real, Sarah Marquis, na sua viagem de 8 meses a pé na Cordilheira dos Andes.
Depois da sua fantástica aventura atravessando os desertos da Austrália, este livro é de outro nível. Mais desnudado, mais perto dos elementos, mais espiritual.
Fiquei surpreendida com a capacidade desta mulher em se desapegar das suas emoções em momentos de confrontos com a barbaridade humana.
Este livro foi uma grande lição que espero me lembrar de pôr em pratica nos meus momentos de stress-medo-cansaço e interacção com outros humanos quando fazemos os nossos (pequenos) trekking de verão.
Para me ajudar nesta tarefa, comecei o estudo dos Florais de Bach. Talvez seja altura para mim de re-encontrar o poder das flores.
Esses 3 livros terão alguma coisa em comum? Com certeza e vou me deixar levar pelos sinais para uma revelação mais profunda.
Assim passaram os meus dias - fora o quotidiano - antes desta quaresma.
Não abandonei o blog, talvez esteja apenas a modificar a minha intervenção nele :)
... isabelle




:) Gostei de saber dos projectos! En marche, Isabelle!
ResponderEliminarTambém tenho andado curiosa sobre os Florais de Bach ":O) e quero ler mais sobre o assunto.
ResponderEliminarTenho a certeza que o livro será um sucesso. Aliás, já o é antes de ser. Com fotos de tanta qualidade só poderá ser.
Parabéns pelo livro. Vai ter sucesso.
ResponderEliminarMaria Graça Duarte
olá Isabelle,
ResponderEliminaros livros têm o dom de nos fazer viajar, de levar os nossos sonhos a outras paragens, de nos ajudarem muitas a vezes a olhar de outra forma.
e há quem diga que são 'eles' que nos escolhem... tudo tem uma razão de ser :)
abraço grande de bom fim de semana